A Neuralink empresa que pertence a Elon Musk, tem como objetivo fazer com que os pacientes consigam controlar aparelhos, como um mouse ou um teclado, usando apenas sinais cerebrais, o que pode ser útil em alguns casos de paralisia.
E depois de muita especulação, autorizações e polêmicas, primeira vez, a Neuralink implantou um de seus dispositivo em um ser humano. Elon Musk, cofundador da empresa, informou pelo X (antigo Twitter), que o paciente está se recuperando bem, e que os exames iniciais mostram uma detecção de picos de neurônios, o que é bastante promissor, e pode indicar que o aparelho conseguiu atingir seus objetivos de captar a atividades cerebrais.
O anúncio foi feito no X e em outra publicação, Musk informou que o primeiro produto da Neuralink será chamado Telepathy.

O procedimento que acaba de ser anunciado por Elon Musk, faz parte do Prime Study que um estudo que foi autorizado pelas autoridades de saúde dos EUA em setembro de 2023. Onde uma interface cérebro-computador ao ser implantada na região do cérebro responsável por controlar as intenções de movimento, consegue captar e interagir com as ondas cerebrais. Na primeira fase dos testes ocorre a verificação de segurança do dispositivo e da cirurgia.
Objetivos da Neuralink
A tecnologia da Neuralink pode ajudar pacientes tetraplégicos ou mesmo com doenças degenerativas, como esclerose lateral amiotrófica (ELA). A empresa que trabalha com alta tecnologia, havia anunciado no ano passado que estaria a procura de pessoas com essas condições para os seus primeiros estudos.

A empresa foi avaliada em cerca de US$ 5 bilhões em junho passado , mas quatro legisladores no final de novembro pediram à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA que investigasse se Musk havia enganado os investidores sobre a segurança de sua tecnologia depois que registros veterinários mostraram que problemas com os implantes em macacos incluíam paralisia, convulsões e inchaço cerebral.
“Imagine se o Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rapidamente que um datilógrafo ou leiloeiro. Esta é a meta”, escreveu Musk.
Elon Musk
O implante é um grande avanço, mas ainda assim o aparelho ainda não foi autorizado para uso e venda final, várias rodadas de testes e avaliações de segurança ainda precisam ser feitas. Este é apenas o primeiro estudo, que deve levar seis anos até ser concluído, de acordo com documentos disponíveis no site da Neuralink.
Lembramos que a Neuralink não está sozinha neste segmento, a temos ainda as empresas: Precision Neuroscience, Paradromics, Synchron e Blackrock Neurotech que também desenvolvem sistemas com interfaces cérebro-computador e estão em diferentes fases de testes.
Com informações da Wired e Reuters