A Microsoft se envolveu recentemente em uma polêmica, após ser acusada de coletar secretamente dados de crianças e adolescentes por meio da plataforma Microsoft 365 Educação.
Essa plataforma é amplamente utilizada para o aprendizado remoto em escolas e, segundo a organização sem fins lucrativos Noyb, a empresa estaria desrespeitando o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia (GDPR).
Acusações de espionagem

De acordo com a Noyb, o Microsoft 365 Educação instala cookies nos dispositivos dos usuários sem obter o devido consentimento, seja do usuário ou da escola responsável. Esses cookies poderiam ser usados para analisar o comportamento dos estudantes, coletar dados de navegação e até mesmo enviar anúncios personalizados.
Considerando que a plataforma é amplamente adotada, a Noyb alerta que a Microsoft poderia estar rastreando todos os menores de idade que utilizam seus produtos educacionais.
O advogado de proteção de dados da Noyb, Felix Mikolasch, expressou preocupação com a análise dos fluxos de dados e ressaltou que essa prática pode afetar centenas de milhares de estudantes na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu. Ele enfatiza que as autoridades devem se manifestar e reforçar os direitos dos menores de forma eficaz.
Além disso, a Noyb acusa a Microsoft de transferir a responsabilidade para as escolas. A organização alega que a empresa usa uma abordagem de “pegar ou largar” com as instituições educacionais, mantendo o lucro e o poder de decisão enquanto transfere os riscos da operação para os clientes.
Entenda o que é o Microsoft 365 Educação

O Microsoft 365 Educação é um pacote de serviços oferecido pela Microsoft para escolas e instituições de ensino. Ele visa facilitar o aprendizado remoto e proporciona acesso a diversos aplicativos da empresa, como o OneNote para anotações e o Teams para aulas online.
Durante a pandemia da Covid-19, esse serviço ganhou uma base ainda maior de usuários, e em 2022, a Microsoft estabeleceu uma parceria com o Ministério da Educação e Cultura para disponibilizar uma versão gratuita a universidades federais e secretarias de educação em municípios e estados brasileiros. A queixa contra a Microsoft foi registrada em Viena, Áustria, e até o momento, a empresa não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
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